Iconic - II (2026) Internacional

Quando um supergrupo escolhe o nome Iconic, a fasquia fica automaticamente num patamar perigoso. Mas quando a formação reúne o talento monumental de Nathan James, Michael Sweet, Joel Hoekstra, Marco Mendoza e Tommy Aldridge, a audácia deixa de ser arrogância para se transformar numa promessa cumprida.

Quatro anos após o aclamado Second Skin (2022), o quinteto regressa com II (2026), provando que este projeto está longe de ser um mero capricho de estúdio da Frontiers Music Srl. É uma força da natureza do Hard Rock melódico.

Avaliação: Iconic – II (2026)

A Arquitetura de um Supergrupo sem Egos

O grande trunfo de II é a forma como a excelência técnica se converte em pura alma musical. Com três quintos da banda com passado nos Whitesnake, a influência é palpável, mas o álbum tem vida própria. O facto de Michael Sweet (Stryper) ceder o microfone para se concentrar exclusivamente nas guitarras liberta um espaço criativo monumental, permitindo que Sweet e Joel Hoekstra criem uma tapeçaria de guitarras gémeas absolutamente deslumbrante.

Mapeamento da Potência

Faixa

Vibe / Estilo

O que esperar

"Cry No More"

Grandiosa/Arena

O cartão de visita perfeito; Nathan James atinge notas estratosféricas.

"All I Want"

Hard Rock Puro

O encaixe milimétrico entre as guitarras de Sweet e Hoekstra.

"Open My Eyes"

Power Metal Leve

Um refrão eufórico que expande as fronteiras do som da banda.

"SOS"

Arrogante/Poderosa

O baixo grooveado de Marco Mendoza a comandar a base rítmica.

"Far Away"

Whitesnake-esque

Imponente, dramática e digna dos maiores momentos de David Coverdale.

"Valley Of Lost Souls"

Atmosférica/Western

Um toque de poeira, cowboys e perigo que enriquece a dinâmica do disco.

A Força da Execução

A bateria de Tommy Aldridge continua a ser uma âncora indestrutível, enquanto Marco Mendoza no baixo garante um corpo rítmico que impede que o brilho técnico soe estéril. Faixas como "Nothing Left For Me" injetam uma urgência quase investigativa no meio de tanta grandiosidade, provando que há um coração inquieto a bater por trás dos solos virtuosos.

O álbum não procura inventar a roda — e nem precisa. O objetivo é celebrar o Hard Rock clássico com uma produção moderna, cristalina e estrondosa. Quando Nathan James canta em "Written In The Stars" que “finalmente encontrou o seu lugar”, é impossível não acreditar nele. A entrega vocal é sentida, experiente e irrepreensível.

"II é a prova de que, quando grandes músicos se juntam apenas pelo prazer de tocar bom rock, o resultado pode transcender o rótulo de 'supergrupo' para se tornar um marco incontestável do género."

O Veredito Final

II é direto, implacável e tecnicamente irrepreensível. O Iconic entrega exactamente o que promete: melodias gigantescas, guitarras em brasa e uma atitude de quem domina os palcos do mundo de olhos fechados. Se procuras inovação vanguardista, este não é o teu destino; mas se procuras o melhor do Hard Rock melódico executado por mestres absolutos, este álbum é obrigatório.

Nota: 9.0/10

Destaques: "Cry No More", "Far Away", "SOS".

Recomendado para: Fãs de Whitesnake, Stryper, Dio, Winger e de qualquer fã irredutível de Hard Rock guiado por guitarras de elite.


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Temas:

1. Cry No More
2. All I Want
3. Open My Eyes
4. Tears Keep On Falling
5. Take Me To The Place
6. S.O.S.
7. Nothing Left For Me
8. Far Away
9. Valley Of Lost Souls
10. Written In The Stars
11. Heart Of Stone

Banda:

Nathan James (Inglorious) - Vocals
Michael Sweet (Stryper) - Guitars
Joel Hoekstra (Whitesnake) - Guitars
Marco Mendoza (Thin Lizzy) - Bass
Tommy Aldridge (Ozzy Osbourne) - Drums

Convidados:

Keyboards by Antonio Agate
Backing Vocals by Marco Pastorino




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