Kreator - Krushers Of The World (2026) Alemanha

Quatro anos após o aclamado Hate über alles, Mille Petrozza e a sua armada regressam com "Krushers of the World". Este não é apenas mais um disco na vasta discografia da banda; é um trabalho que eleva a fasquia do Thrash Metal moderno, fundindo a agressividade implacável com uma composição técnica e melódica superior.

O Som: Entre o Caos e a Melodia

O álbum é descrito como uma "explosão massiva de Thrash". O Kreator mantém a sua energia bruta (presente há mais de quatro décadas), mas injeta nuances cinematográficas e colaborações surpreendentes que refrescam o género.

  • Agressão Pura: Faixas como a abertura "Seven Serpents" e "Deathscream" (que começa com um grito de Mille de "gelar o sangue") mostram que o lado mais selvagem da banda continua intacto.

  • Inovação Vocal: Um dos grandes destaques é a faixa "Tränenpalast", que conta com a participação de Britta Görtz (Hiraes). A combinação da voz agressiva de Mille com o registo rouco de Britta cria uma dinâmica harmoniosa mas visceral, imbuída de uma vibração de terror (remetendo ao clássico "Phobia").

  • Hinos de Arena: A faixa-título, "Krushers Of the World", e "Satanic Anarchy" destacam-se pelos refrões melódicos e poderosos, desenhados especificamente para serem cantados em uníssono nos grandes festivais.

Destaques das Faixas

  • "Psychotic Imperator": Uma composição "cinematográfica" com secções assustadoras e amostras de corais, mostrando o lado mais ambicioso do grupo.

  • "Combatants": Exibe a destreza rítmica e o groove único que o Kreator aperfeiçoou nos últimos anos.

  • "Loyal to the Grave": O final do álbum é anunciado por um sino sinistro. É uma faixa de ritmo moderado, com excelentes guitarras e um fluxo melódico soberbo, encerrando o disco de forma épica.

Estética e Produção

A arte da capa, criada por Zbigniew Bielak (conhecido pelo seu trabalho com os Ghost), é um presente para os fãs veteranos, contendo referências visuais a álbuns clássicos como Coma of Souls, Out of the Dark … Into the Light e Pleasure to Kill. A produção da Nuclear Blast garante que cada riff soe como uma martelada cirúrgica.

O Veredito Final

Krushers of the World é, sem dúvida, um forte candidato a Álbum do Ano. O Kreator prova que é possível envelhecer com dignidade e manter a relevância no topo do Metal extremo, entregando um disco dinâmico que não compromete o peso em prol da melodia, mas que sabe usar ambas com maestria.

Nota: 9/10

Recomendado para: Fãs de Thrash Metal clássico e moderno, e qualquer pessoa que queira ouvir o estado da arte do metal europeu em 2026.


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Temas:

1.Seven Serpents 04:39
2.Satanic Anarchy 03:33
3.Krushers Of The World 04:20
4.Tränenpalast 04:43
5.Barbarian 04:40
6.Blood Of Our Blood 04:30
7.Combatants 04:01
8.Psychotic Imperator 05:04
9.Deathscream 03:51
10.Loyal To The Grave 04:58

Banda:

Miland "Mille" Petrozza – vocals, rhythm guitar (1982–present)
Jurgen "Ventor" Reil – drums (1982–present), lead vocals (1982–1989)
Sami Yli-Sirnio – lead guitar, backing vocals (2001–present)
Frederic Leclercq – bass, backing vocals (2019–present)

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