Black Swan - Paralyzed (2026) USA

Lançado em fevereiro de 2026, "Paralyzed" é o terceiro capítulo da jornada dos Black Swan, o supergrupo que se recusa a ser apenas um "projeto de estúdio". Composto por figuras lendárias do Hard Rock — Robin McAuley (McAuley Schenker Group), Reb Beach (Winger, Whitesnake), Jeff Pilson (Foreigner, ex-Dokken) e Matt Starr (Ace Frehley, Mr. Big) — este álbum prova que a química entre estes quatro veteranos só melhora com o tempo.

Se o disco anterior, Generation Mind (2022), era uma ode ao Hard Rock clássico, Paralyzed traz uma sonoridade mais densa, sombria e tecnicamente mais desafiadora.

A Alquimia dos Mestres

O que torna os Black Swan especiais em 2026 é a sua capacidade de soar como uma banda de garagem faminta, mas com o polimento de décadas de arenas. Jeff Pilson, que assume novamente as rédeas da produção, criou um ambiente sonoro onde o baixo é uma força da natureza e a bateria de Matt Starr tem um impacto quase industrial.

  • Robin McAuley: É, genuinamente, um fenómeno da natureza. Aos 73 anos, a sua voz não mostra sinais de desgaste. Em Paralyzed, ele entrega algumas das suas performances mais agressivas, lembrando-nos por que é um dos vocalistas mais respeitados do género.

  • Reb Beach: Este é, possivelmente, o seu melhor trabalho de guitarra fora dos Winger. Os solos em faixas como "Snake Eyes" são autênticas aulas de técnica, fundindo o seu "tapping" caraterístico com um feeling bluesy muito profundo.

Análise das Faixas 

O crítico nota que o álbum demora um pouco a "arrancar" (as primeiras três músicas são singles de hard rock melódico padrão), mas atinge o seu auge a partir da quarta faixa:

  • "If I Was King": Descrita como tendo um "crunch" de hard rock moderno fantástico. Foi aqui que, para o crítico, o álbum realmente encontrou o seu ritmo.

  • "The Fire and the Flame": Comparada à música "Wings of the Storm" dos Whitesnake, devido à forma como o riff acelerado e os versos contidos se complementam.

  • "Carry On": Uma das faixas mais rápidas e poderosas do disco.

  • "Paralyzed": Um tema-título extremamente cativante.

  • "What the Future Holds": O encerramento, que traz uma vibração ao estilo de Bad Company, mas numa versão muito mais pesada.

Produção e Estética

A produção de Jeff Pilson em 2026 está mais equilibrada. Ele abandonou a compressão excessiva que alguns criticaram no primeiro álbum, permitindo que a dinâmica das músicas brilhe. Há um "ar" entre os instrumentos que faz com que as passagens mais pesadas soem ainda mais impactantes.

O Veredito Final

Paralyzed é o trabalho mais coeso dos Black Swan até à data. Eles deixaram de ser "quatro gajos famosos a tocar juntos" para se tornarem uma unidade com um som próprio: pesado, melódico e carregado de alma. É um álbum que honra o passado sem se tornar refém dele.

Nota: 9.1/10

Faixas Recomendadas: "If I Was King", "The Fire and the Flame", "Carry On".

Recomendado para: Fãs de Dokken (era Gold), Whitesnake, Winger, Michael Schenker Group e qualquer pessoa que aprecie Hard Rock de elite.


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Temas:

01. When The Cold Wind Blows 05:09
02. Death Of Me 04:12
03. Different Kind Of Woman 04:59
04. If I Was King 05:15
05. Shakedown 03:52
06. The Fire And The Flame 05:12
07. I'm Ready 05:40
08. Paralyzed 04:58
09. Carry On 03:47
10. Battered And Bruised 04:56
11. What The Future Holds 05:49

Banda:

Robin McAuley - Lead Vocals
Reb Beach - Guitars
Jeff Pilson - Bass
Matt Starr - Drums


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