
Os suecos dos Degreed chegam ao seu oitavo álbum de estúdio com uma confiança que beira a insolência. Em Curtain Calls (2026), a banda — composta por Robin Eriksson, Mats Eriksson, Mikael Blanc e Daniel Johansson — continua a ser o pesadelo dos críticos que precisam de rótulos para dormir à noite.
É AOR? É Hard Rock moderno? É Metal melódico? A resposta curta é: sim. A resposta longa é que o Degreed é como um boxeador veterano: ágil, preciso e perfeitamente consciente de quando deve desferir o golpe de misericórdia.
Avaliação: Degreed – Curtain Calls (2026)
A Produção e a Identidade "Fora da Caixa"
Produzido pelo baterista Mats Eriksson no seu estúdio Boombridge, em Kopparberg, o álbum possui uma sonoridade cristalina e vigorosa. O Degreed já nos tinha conquistado com o "rock urbano" do EP The Leftovers (2025), mas em Curtain Calls eles elevam a ambição. Eles transitam entre a agressividade contemporânea e a suavidade melódica com uma naturalidade que faz outras bandas parecerem estar a tentar demasiado.
O Alinhamento: Entre o Inferno e a Luz
O Elemento Destoante: "The Rambler"
Se o álbum tem um coração excêntrico, ele bate em "The Rambler". A faixa começa de forma despida, com um refrão acústico repetitivo, apenas para explodir num drama rock monumental. Com referências líricas a lendas como Kansas e Led Zeppelin, a música constrói um clímax épico que a separa de tudo o resto no disco. É, talvez, a única que carrega o peso de um clássico instantâneo.
"Degreed não desperdiça energia. Cada nota em Curtain Calls parece calibrada para atingir o alvo, quer seja através de um riff metálico ou de uma harmonia que remete para os anos 80."
O Veredito Final
Curtain Calls não é um álbum de "amor à primeira audição" para quem espera apenas ganchos fáceis. Ele exige tempo. É um disco que se insinua lentamente, revelando camadas de rock contemporâneo de arestas afiadas por baixo de uma superfície melódica.
À exceção de "The Rambler", o álbum funciona melhor como um corpo de trabalho sólido do que como uma coleção de singles. É o som de uma banda que parou de seguir regras para começar a ditar as suas próprias.
Nota: 8.4/10
Destaques: "The Rambler", "One Helluva Ride" e a cadência de "Broken Dreams".
Recomendado para: Fãs de H.E.A.T., Harem Scarem, Work of Art e de quem gosta de rock que desafia definições fáceis.
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Temas:
1. One Helluva Ride
2. Holding On To Yesterday
3. Believe
4. Guiding Light
5. My Blood
6. Curtain Calls
7. The Rambler
8. Matter Of The Heart
9. Broken Dreams
10. Promise Me
Banda:
Robin Eriksson - Bass/Vocals
Mats Eriksson - Drums
Mikael Blanc - Keyboards
Daniel Johansson – Guitars
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