Wicked Dog - La Mola Mountain Rocks (2026) Espanha

Quando um trio encontra a sua identidade, o resultado é palpável. Vindo de Terrassa, Barcelona, os Wicked Dog não estão aqui para brincadeiras de estúdio. Com o seu novo álbum, La Mola Mountain Rocks (2026), o grupo espanhol solidifica uma trajetória que, desde 2017, tem sido marcada pela crueza do garage blues.

O título é um manifesto: La Mola é a icónica montanha que domina a paisagem de Terrassa, e este disco é o som dessa montanha a tremer sob o peso de amplificadores no máximo.

Avaliação: Wicked Dog – La Mola Mountain Rocks (2026)

A Trindade do Rock de Garagem

A química entre Alberto Corcoles (guitarra/vocal), Jesus Vallejo (baixo) e Daniel Baeza (bateria) atingiu aqui um nível de firmeza e segurança que faltava nos seus registos anteriores. O trio destila influências de titãs — a eletricidade dos ZZ Top, o peso visceral dos Motörhead e o groove clássico dos Led Zeppelin — e molda-as numa sonoridade que é, essencialmente, "amarga" e orgânica.

O Som da Montanha

La Mola Mountain Rocks é um disco de contrastes: tem a lama e a sujeira do Blues, mas a velocidade e a urgência do Punk. A produção não tenta polir as arestas; pelo contrário, realça o caráter "cru" que se tornou a marca registada da banda.

  • A Evolução: O álbum soa como uma banda que passou anos a abrir para gigantes (como Supersuckers e Wolfmother) e que aprendeu que, no palco, o que importa é a capacidade de agarrar o público pelo colarinho.

  • O "Círculo Perfeito": Como os próprios referem, lançar este disco enquanto tocam no festival da sua terra natal cria uma sensação de fechamento de ciclo. É música feita por quem conhece o seu solo, que respira o ar da sua montanha e que não precisa de fórmulas externas para soar autêntica.

Aspeto

Diagnóstico

Coesão

Trio altamente alinhado; a secção rítmica é uma rocha.

Identidade

O "Garage Blues amargo" é uma definição perfeita para o seu som.

Produção

Crua e honesta, capturando a energia de um concerto ao vivo.

Atitude

Direta, sem rodeios e imbuída de um orgulho local palpável.

Por que este álbum é relevante?

Em tempos onde o rock parece, por vezes, excessivamente produzido, os Wicked Dog relembram-nos a importância da simplicidade. Eles não procuram reinventar a roda, mas fazem-na rolar com uma força que é impossível de ignorar. É um álbum que soa a ensaio, a suor e a cerveja; um disco que se sente em casa num clube lotado ou num festival ao ar livre.

"La Mola Mountain Rocks é a prova de que a identidade de uma banda está intrinsecamente ligada às suas raízes. É um álbum que cheira a terra, a montanha e a amplificadores a arder. É o som de um trio que sabe exatamente quem é e para onde vai."

O Veredito Final

La Mola Mountain Rocks é um triunfo de tenacidade. Os Wicked Dog entregam um trabalho que não se perde em complexidades inúteis, apostando tudo numa entrega crua e honesta. Se procuras um disco que não tenta ser outra coisa senão Rock 'n' Roll puro, feito com o coração, este é um lançamento obrigatório para 2026.

Nota: 8.4/10

Destaques: A crueza das guitarras, a precisão rítmica e a atitude "amarga" de Alberto Corcoles.

Recomendado para: Fãs de ZZ Top, Motörhead, Supersuckers e qualquer pessoa que aprecie Rock 'n' Roll sem filtros.


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Temas:

01. La Mola Mountain Rocks 06:14
02. Where The Wicked Roam 04:07
03. Full Time Conversion 04:31
04. Concrete Blues 04:27
05. Cannibal Church 03:04
06. The Ballad Of The Wicked Dog 03:31
07. All Hope Is Gone 02:53
08. Peace Of Mind 03:38
09. Nobody Cares 02:56
10. Last Bat Of Summer 07:09

Banda:

Alberto Corcoles - Vocals, Guitars
Jesus Vallejo - Bass
Daniel Baeza - Drums


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