Lion’s Share - Inferno (2026) Suécia

Dezessete anos. No mundo do Metal, isso não é apenas um hiato; é uma era geológica completa. Bandas nasceram, atingiram o topo e separaram-se enquanto os suecos do Lion’s Share mantinham o silêncio. Mas em 2026, com o lançamento de Inferno, percebemos que a espera não foi apatia — foi um carregamento de munição.

Lars Chriss e Nils Patrik Johansson voltaram para nos lembrar que o "Metal de verdade" não precisa de prefixos, sufixos ou modas passageiras.

O Regresso do Heavy Metal "Puro Sangue"

Esqueça as tendências modernas. Inferno é uma declaração de princípios. O objetivo de Lars Chriss era claro: criar o álbum mais forte e focado da carreira da banda. Com apenas nove faixas, o disco evita a "gordura" típica de lançamentos digitais intermináveis e foca-se no músculo. É uma aula de como soar faminto mesmo após décadas de estrada.

Análise das Faixas: Riffs, Patches e Atitude

Faixa

Estilo

O que a torna especial

"Pentagram"

European Metal

Uma abertura com a certeza de uns Accept. Metal de punho erguido.

"We Are What We Are"

Heavy Tradicional

Orgulhosa e sem concessões. Imagine o Saxon se tivesse nascido na Alemanha.

"The Lion's Trial"

Heavy/Doom

Diminui a velocidade para aumentar o impacto. Pesada e dramática.

"Baptized In Blood"

Raw Metal

Áspera como lixa. O trabalho de guitarra de Lars Chriss aqui é fenomenal.

"Chain Child"

Classic Gallop

O galope rítmico que o metal tenta aperfeiçoar há décadas.

"Run For Your Life"

Epic Doom/Heavy

Um encerramento com a grandiosidade de Candlemass, mas com um solo final cheio de alegria.

O Triunfo de Nils Patrik Johansson

A voz de Nils Patrik Johansson continua a ser uma das armas mais poderosas do género. Em faixas como "Live Forever", ele flerta com o Power Metal, enquanto em "Another Desire" entrega um desempenho que explica por que este estilo nunca morre. A química entre os seus vocais dramáticos e os riffs precisos de Chriss é o motor que faz Inferno arder com tanta intensidade.


O Veredito Final

O maior trunfo de Inferno é que ele não soa como um exercício de nostalgia. Soa como uma banda que esperou 17 anos para dizer: "Nós ainda estamos aqui e fazemos isto melhor do que vocês". É um álbum que equilibra perfeitamente a seriedade do metal clássico com a alegria pura de tocar alto e rápido.

Se procurava o disco que o fizesse voltar a coser patches no colete, encontrou-o. Nove músicas. Sem desperdício. Apenas fogo.

Nota: 9.2/10

"Lion’s Share não voltou para pedir desculpa pela ausência; voltou para incendiar o palco. Inferno é o som de quem nunca deixou de acreditar nos velhos tempos, mas sabe como fazê-los soar frescos em 2026."


Destaques: "Pentagram", "Baptized In Blood", "Run For Your Life".

Recomendado para: Fãs de Accept, Saxon, Dio, Candlemass e puristas do Heavy Metal sueco.


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Temas:

01. Pentagram [04:03]
02. We Are What We Are [04:10]
03. We Will Rock [03:45]
04. The Lion's Trial [05:31]
05. Baptized In Blood [03:58]
06. Live Forever [04:43]
07. Chain Child [04:31]
08. Another Desire [04:36]
09. Run For Your Life [06:56]

Banda:

Nils Patrik Johansson – Vocals
Lars Chriss – Guitars
Andy Loos – Bass
Kay Backlund – Keyboards
Anuviel (Saecred Spirit) – Keyboards
Fredrik Johansson – Drums


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