Xtasy - Phoenix (2026) Espanha

A jornada dos navarros do Xtasy tem sido uma maratona de persistência e qualidade, e em 2026, o título do seu quarto álbum não poderia ser mais apropriado. Phoenix não marca apenas o regresso após os anos conturbados da pandemia; marca uma ascensão técnica e criativa que coloca a banda espanhola no topo da pirâmide do Hard Rock melódico europeu.

Com o "toque de Midas" de Erik Mårtensson (Eclipse) na produção, o Xtasy deixou de ser uma promessa para se tornar uma potência.


Avaliação: Xtasy – Phoenix (2026)

A Conexão Navarra-Suécia

A parceria com Mårtensson no Mass Destruction Studios já é um selo de garantia, mas em Phoenix, a simbiose atingiu o ápice. O som é cristalino, mas com uma "parede de som" que dá ao disco uma imponência escandinava sem perder a alma latina. As novas adições, David Zarzosa (baixo) e Javi Herrero (bateria), trouxeram uma musculatura rítmica que permitiu à banda explorar territórios mais pesados e inovadores.

Análise das Faixas: Equilíbrio entre o Peso e o Pop

Faixa

Estilo Dominante

Destaque

"Too Late"

Hard Rock Sinfónico

Teclados majestosos e uma abertura épica.

"Can't Get Enough"

Melodic Rock

O brilho das guitarras de Olloqui e Salse.

"If I Fall"

Modern Metal

Mais pesada e experimental; uma lufada de ar fresco.

"Good Enough"

Pop-Metal

O equilíbrio perfeito entre riffs agressivos e um refrão orelhudo.

"Carry On"

Symphonic Speed

Ritmo frenético que flerta com o speed metal melódico.

"One Heart One Fire"

Hard Rock Épico

Guitarras incendiárias e o vocal impecável de Silvia.


Silvia: A Voz do Renascimento

A performance de Silvia neste álbum é, sem dúvida, a melhor da sua carreira. Ela transita entre a agressividade necessária em faixas como "Save Me" e a clareza emocional no encerramento com "One Heart One Fire". Há uma confiança renovada na sua entrega, guiando o ouvinte através de camadas de sintetizadores magníficos e guitarras que não pedem licença.

O Hino Geracional

Músicas como "We Live And Die For Rock N' Roll" são o coração do disco. É um hino clássico, com aquele ADN de arena rock que Mårtensson tanto preza, mas com um toque de modernidade que evita o cliché. É o tipo de canção feita para ser cantada em estádios, com os punhos cerrados e o volume no máximo.


O Veredito Final

Phoenix é um álbum sem pontos fracos. É raro encontrar um disco de 2026 que mantenha tamanha consistência do início ao fim. O Xtasy soube aproveitar a entrada dos novos membros para evoluir, mantendo a identidade que construíram desde 2011, mas com uma produção fenomenal que os projeta para o futuro.

Se o Hard Rock espanhol precisava de um estandarte para conquistar o mundo (mais uma vez), este é o álbum.

Nota: 9.5/10

"O Xtasy não está apenas de volta; eles reinventaram-se. Phoenix é o som de uma banda que sabe que o Rock N' Roll não é apenas um género, mas algo por que vale a pena viver e morrer."


Destaques: "Too Late", "Carry On", "We Live And Die For Rock N' Roll".

Recomendado para: Fãs de Eclipse, H.E.A.T., Pretty Maids e qualquer entusiasta de melodias cristalinas com guitarras pesadas.


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Temas:

01 - Too late 03:53
02 - Can't get enough 03:22
03 - If I fall 03:37
04 - Good enough 04:21
05 - We live and die for Rock 'n' Roll 03:24
06 - No one like you 03:36
07 - Time we won't forget 02:55
08 - Carry on 03:10
09 - Save me 04:23
10 - One heart, one fire 03:19

Banda:

Silvia Idoate: Vocals
Jorge Olloqui: Guitars
Carles Salse: Guitars
David Zarzosa: Bass
Javi Herrero: Drums



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